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Marcos Antonio Silva, 42 anos, deu entrada às 4h30 do dia 7, foi atendido e dispensado. Teve de retornar às 19h30 e então foi internado no Pronto Socorro do Jardim Pestana por causa de problemas respiratórios.
No último domingo, 9, por volta do meio-dia, após o banho, ele passou mal, logo depois de o quarto ter recebido uma faxina.
Uma parente de Marcos contou que logo após sentir o cheiro de cândida ele começou a sentir desconforto respiratório, quadro que se agravou nas horas seguintes. Por volta das 19 horas ele estava em coma.
Funcionários pediram aos parentes para deixar o número de todos os telefones (dando a entender que avisariam-nos quando ele morresse).
A situação parecia sob controle quando o médico de plantão, dr Columbini, avisou que só havia oxigênio para mais uma hora.
Avisado, Cury destrata médico
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Para salvar a vida de Marcos, o médico determinou sua remoção para o hospital central de Osasco, cuja administração também é da Prefeitura de Osasco.
Nesse momento começou um desentendimento, com o doutor Leando Cury entrando em ação por telefone. Cury repreendeu o médico em altos brados e palavrões segundo duas testemunhas.
O caso foi parar no Distrito Policial que fica próximo ao Pronto Socorro, onde uma parente do paciente iria pedir o registro de um boletim de ocorrência por omissão de socorro.
Sem soro, sem oxigênio e sem vaga
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Ali, contudo, ela soube que os policiais têm uma espécie de acordo, o de avisar aos responsáveis (neste caso o dr Cury) se algum problema ocorrer e acabar gerando uma queixa de munícipe. Foi através de um delegado que o dr. Leandro Cury entrou em ação.
Segundo o dr. Columbini, não adiantava mais deixar o PS aberto. Falta soro, oxigênio e até aparelhos para acompanhar pacientes em casos de remoção.
No Hospital Central de Osasco, parentes de Marcos encontram um clima hostil. Um funcionário deu ordem a um vigilante “para ficar de olho nele”, disse Miguel Silva. Não foi aceita a transferência por falta de vaga.
Miguel disse mais tarde ter sido tratado como bandido simplesmente porque tentava salvar a vida de um familiar.
Na recepção, funcionária conversa sobre festa
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Familiares do paciente também manifestaram revolta pelo descaso geral que ocorreu tanto no PS Pestana quanto no hospital central. Elas disseram que foram atentidas por pessoas sem uniforme, sem crachá, sem nenhum jeito para lidar com a população.
Enquanto esperava informações, a parente de Marcos Silva viu uma moça de tomara-que-caia no telefone interno da recepção, falando ao celular sobre uma festa com o que pareceu ser uma amiga.
A testemunha comentou: “Não dá para saber quem é funcionário, quem é paciente, quem é vigilante”
No último dia 2, uma paciente morreu por falta de oxigênio.
Na zona norte faltou médico para atender menino de dez anos
Outro caso no mesmo final de semana.
O menino Marcos antônio, de dez anos, passou mal e foi levado pela mãe ao Posto de Saúde do Jardim Mutinga.
O menino estava com febre e mal-estar.
Um funcionário informou que não havia médico para atender o garoto.
A mãe do garoro foi então ao Pronto Socorro do Rochale. Chegando lá se deparou com o mesmo problema, falta de médico.
O garoto acabou sem atendimento.
Como é que fica então o atendimento de emergência nos finais de semana?
Falta oxigênio, falta soro, falta equipamento de suporte, falta funcionários treinados, faltam médicos, falta tudo.
E casos assim vão parar todos no hospital central Antônio Giglio. Que também não tem condições de atender direito o povo.
Não é possível que a cidade que faz um enorme barulho por ter um dos maiores PIBs do Estado dê esse tipo de atendimento à população.
__________Leia mais:http://jairassaf.blogspot.com/2011/09/cadastro-municipal-vai-controlar-ongs.html
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